Como gerir projetos online de forma mais eficaz em equipas distribuídas
Resposta rápida
Desde o aumento descontrolado do âmbito até objetivos desalinhados e falta de clareza, estes são apenas alguns dos fatores que podem comprometer o sucesso do seu projeto. É por isso que, hoje em dia, é tão crucial encontrar um equilíbrio claro entre a estrutura e a agilidade necessária para se adaptar a um mundo em constante mudança.
E mostrar-lhe como fazer isto corretamente é o objetivo deste artigo. Vejamos algumas boas práticas de gestão de projetos — aquelas que dão às equipas distribuídas clareza sobre objetivos, responsáveis, prazos e comunicação. Estas dicas de gestão de projetos funcionam quer esteja a liderar uma equipa de cinco pessoas, quer uma de cinquenta.
Defina objetivos, âmbito e responsabilidades claros
#1: O termo de abertura do projeto
O termo de abertura do projeto é um texto curto que pretende responder às perguntas sobre por que está a desenvolver algo e o que está a desenvolver. Deve incluir:
- A visão: Deve ser resumida numa única frase e indicar o seu objetivo central. Deve ser algo como "Criar uma ferramenta xx para fazer yy."
- Justificação do negócio: É aqui que deve indicar quais os problemas que esta ferramenta ou produto irá resolver — principalmente, a razão pela qual está a investir dinheiro nele.
- Critérios de sucesso: Utilize objetivos SMART.
#2: Defina o âmbito e os entregáveis do projeto
O principal objetivo de definir claramente o âmbito do projeto é garantir que não acaba por realizar trabalho que não se enquadra no objetivo principal. Isto significa que precisa de definir claramente os principais entregáveis, o que está incluído no âmbito e o que está fora do âmbito.
Imagine que o seu projeto consiste em atualizar uma aplicação. Pode incluir funcionalidades como a criação de perfis, o início de sessão dos utilizadores e o checkout como estando incluídas no âmbito, mas indicar que a faturação de subscrições e o suporte para várias moedas estão fora do âmbito. Pode também decidir que o âmbito inclui a criação de uma aplicação para iOS e Desktop, mas que uma aplicação para Android está fora do âmbito.
Isto é ainda mais importante para equipas distribuídas: sem um escritório partilhado onde uma conversa do tipo "espera, pensei que isso estava incluído" possa surgir atempadamente, a confusão sobre o âmbito tende a aparecer mais tarde — e a ser mais dispendiosa de resolver.
#3: Responsabilidades e funções (A Matriz RACI)
Uma das coisas que tende sempre a atrasar os projetos — no escritório ou online — é não haver alguém responsável por tomar decisões e alguém responsável pela execução das tarefas. Para evitar que isto aconteça na sua empresa ou nos seus projetos, considere utilizar a matriz RACI:
- R = Responsável: Refere-se à pessoa encarregada de concluir a tarefa.
- A = Responsabilizado: Refere-se à única pessoa que assume a responsabilidade de tomar decisões — especialmente importante à distância, onde, caso contrário, as decisões podem ficar bloqueadas à espera de pessoas em diferentes fusos horários.
- C = Consultado: Refere-se às pessoas que são especialistas na área e que podem ser consultadas antes e durante uma tarefa específica.
- I = Informado: Embora as partes interessadas devam receber atualizações regularmente, nunca devem estar diretamente envolvidas.
#4: Boas práticas de governação de projetos
Ainda há duas coisas principais de que precisa:
- Um bom plano de comunicação
- Controlo sobre todo o processo
Quanto ao plano de comunicação, certifique-se de que todos os elementos da sua equipa — independentemente do fuso horário em que se encontrem — sabem onde encontrar as informações de que precisam, sem terem de esperar por uma conversa em tempo real para as obter.
Quanto ao controlo do seu projeto, precisa de estabelecer uma regra clara que todos conheçam para os casos em que as partes interessadas pretendam alterar o âmbito do projeto.
Planeie o trabalho com tarefas, marcos e dependências
Depois de estabelecer o âmbito e as responsabilidades do projeto, é altura de lhe dar vida, adicionando tarefas à linha do tempo. Mas antes de começar a listá-las, tenha em mente que este trabalho não consiste simplesmente em adicionar datas aqui e ali. Envolve muito mais, como identificar estrangulamentos antes que ocorram, mapear a forma como as tarefas se relacionam e criar uma margem de segurança para o caso de as coisas não correrem como planeado.
#1: Estrutura analítica do projeto (WBS)
Uma das boas práticas de gestão de projetos mais populares é utilizar uma WBS para mapear a hierarquia do seu projeto. Deve começar pelos entregáveis maiores e dividi-los em tarefas acionáveis e marcos.
#2: Gerir as dependências entre tarefas
É bastante raro existirem tarefas que não estejam relacionadas com outras. Por isso, é tão importante perceber como se ligam — é isso que mantém o trabalho a avançar sem problemas. Certifique-se de que define as dependências que identificar (fim-início e início-início).
#3: Priorização e planeamento de riscos
Não se esqueça de que nem todas as tarefas são iguais — cada uma tem um impacto diferente no resultado global. A priorização ajuda a sua equipa a concluir projetos mais rapidamente e com menos stress.
Identifique quais as tarefas essenciais para concluir o processo e o que acontece se falharem ou não produzirem o resultado necessário. As tarefas com elevado grau de incerteza também se enquadram nesta zona de risco. É aqui que entra o acompanhamento dos riscos — antecipe possíveis problemas e prepare estratégias alternativas que o ajudem a corrigir rapidamente o fluxo de trabalho durante o processo.
#4: Visibilidade e acompanhamento operacional
O seu plano nunca deve ser estático; precisa de se adaptar à medida que o ambiente ou as variáveis mudam. Considere, por exemplo, realizar uma reunião diária de acompanhamento — apenas cerca de 15 minutos para abordar o que fez ontem, o que vai fazer hoje e o que está a bloquear o seu trabalho.
Uma das boas práticas mais simples para os fluxos de trabalho de projetos é o acompanhamento visual — tire partido dos quadros Kanban, que mostram imediatamente o que ainda falta fazer, o que está em curso, o que está a ser revisto e o que está concluído.
Também é útil utilizar estados claros e consistentes, para que possa perceber rapidamente se as coisas estão a decorrer conforme o planeado e sem obstáculos, se surgiram problemas que podem afetar o calendário ou o âmbito caso não sejam resolvidos em breve, ou se algo está bloqueado — o que significa que o trabalho não pode avançar até que uma questão específica seja resolvida.
Reúna tudo isto numa única ferramenta e terá uma base sólida para gerir projetos de equipas remotas. O Flowlu é particularmente adequado para equipas distribuídas — oferece tudo o que precisa para criar um fluxo de trabalho de projeto personalizado, definir funções claras para que ninguém fique à espera de uma decisão entre diferentes fusos horários, manter a comunicação ativa em todas as fases sem depender de conversas em tempo real e ajustar o plano à medida que as coisas mudam.
Crie hábitos de comunicação e documentação
Ao procurar boas práticas de gestão de projetos, simplesmente não pode esquecer a importância da comunicação e da documentação. Sem estas, a informação acaba espalhada por todo o lado, a comunicação falha ou surgem reuniões intermináveis que poderiam simplesmente ter sido um email. Não concorda que esta é uma forma pouco eficaz de gerir uma equipa distribuída?
Ter bons hábitos de comunicação e documentação ajuda todos na sua empresa a trabalhar com base na mesma informação. Existe apenas uma versão do produto, do plano, do que precisa de ser feito, quando, por quem e de quem é a responsabilidade por tudo isso.
Eis como criar estes bons hábitos:
#1: Comunicação assíncrona
A comunicação assíncrona não exige uma resposta imediata, o que a torna ideal para equipas distribuídas que trabalham em conjunto.
Quando precisa de atualizar a sua equipa sobre algo que está a mudar, o seu primeiro instinto é normalmente marcar uma reunião. Mas se puder partilhar o que precisa de dizer num vídeo curto ou numa mensagem rápida no Slack, isso é muitas vezes melhor — poupa tempo a todos.
Se ainda realiza reuniões semanais ou diárias que se resumem a ler uma lista de tarefas concluídas pelas pessoas, está na altura de acabar com elas. Em vez disso, crie uma publicação assíncrona editável onde cada colaborador possa adicionar as suas atualizações semanal ou diariamente.
#2: Reuniões
Somos totalmente a favor de eliminar a maioria das reuniões que continuam a ocupar espaço nos calendários das pessoas. Dito isto, quando se trata de criar relações, resolver problemas ou fazer brainstorming complexo, as reuniões continuam a ter o seu lugar. Certifique-se apenas de que são úteis e não se prolongam demasiado. Para isso:
- Envie a agenda da reunião a todos os participantes com 24 horas de antecedência.
- Termine todas as reuniões com "ADD":
Ações: Registe os próximos passos que serão realizados.
Decisões: Anote as orientações estratégicas acordadas pela equipa.
Adiamentos: Anote as ideias que deverão ser revisitadas na próxima reunião.
#3: Base de conhecimento pesquisável
Ter uma boa base de conhecimento é fundamental, mas garantir que esta pode ser pesquisada é ainda mais importante. Afinal, de que serve armazenar toda essa informação se ninguém a consegue encontrar?
Aprendeu algo novo no trabalho e não quer esquecer? Registe-o e partilhe-o com os seus colegas. Na Base de Conhecimento do Flowlu, pode registar instruções de integração, dicas para publicar conteúdos ou estas mesmas boas práticas para equipas online e distribuídas. Fácil de editar, fácil de atualizar e fácil de pesquisar.
#4: Comunicação com clientes e partes interessadas
As partes interessadas não gostam de surpresas e gostam de receber atualizações com a maior frequência possível. O melhor que pode fazer neste caso é definir uma periodicidade para o envio de um relatório detalhado. Os relatórios semanais e quinzenais são os mais comuns.
Caso perceba que pode haver um atraso num marco, deve comunicá-lo imediatamente, juntamente com um plano de mitigação.
Acompanhe o progresso, os riscos e a carga de trabalho da equipa
#1: Dashboards
Gerir bem o trabalho do projeto significa acompanhar de perto o progresso, os riscos e a carga de trabalho — sem se perder em relatórios.
Uma das boas práticas mais fiáveis para a gestão do trabalho de projetos é manter as coisas simples: consulte o dashboard e responda à pergunta “Estamos bem?” em menos de 10 segundos.
Isto significa que não deve ter de analisar uma dúzia de gráficos complexos e sobrecarregados para chegar a uma conclusão. Concentre-se no que realmente importa. Por exemplo, em métricas operacionais de alto nível, como a velocidade do sprint, gráficos de burn-up/burn-down e diagramas de fluxo cumulativo.
#2: Acompanhe a carga de trabalho da equipa
A linha do tempo não lhe dirá se a sua equipa está revigorada ou exausta. No entanto, saber isso é crucial se quiser prevenir o burnout. Para isso, pode considerar fazer um planeamento da capacidade, utilizar um limite de WIP (Work In Progress) ou tirar partido de ferramentas visuais de gestão da carga de trabalho, como o Flowlu.
#3: Periodicidade de revisão contínua
Uma das boas práticas mais populares para os fluxos de trabalho de projetos que podemos partilhar consigo é realizar avaliações regulares. Alguns exemplos incluem:
- Verifique a coluna “"Em curso"” uma vez por semana para identificar as tarefas que estão lá há mais de 2 dias.
- Quando atingir um marco importante, compare o orçamento, a qualidade e as expectativas das partes interessadas de antes e de agora.
- No final de um sprint, faça uma reunião rápida para determinar o que correu bem, o que correu mal e o que pode ser melhorado no sprint seguinte.
3 erros comuns no acompanhamento de projetos a evitar
#1: O estado "melancia"
O nome pode parecer um pouco estranho, mas é uma forma fácil de memorizar este erro. Por vezes, um relatório parece perfeito por fora — verde. Mas, por baixo, a situação é claramente vermelha e as pessoas simplesmente têm medo de comunicar os problemas reais até ser demasiado tarde.
#2: Acompanhar a atividade em vez dos resultados
Pode ser útil acompanhar a atividade, mas é muito mais importante acompanhar os resultados reais. Concentre o seu tempo nos entregáveis concluídos ou nas funcionalidades concretas disponibilizadas.
#3: Ignorar o "trabalho invisível"
O aumento descontrolado do âmbito pode ser um grande problema, mesmo em projetos pequenos. Se não definiu claramente o que está incluído no âmbito e o que está excluído, é provável que as partes interessadas continuem a pedir-lhe para fazer mais — coisas que nunca foram incluídas. E quando diz que sim, não está apenas a atrasar a entrega do projeto; também está a esgotar a capacidade da sua equipa.
Uma excelente gestão de projetos funciona em qualquer lugar
O que realmente reflete as boas práticas de gestão de projetos não é a quantidade de informação que os seus gráficos apresentam — é a clareza do seu processo.
Quer trabalhe com uma equipa remota ou com uma equipa totalmente distribuída, precisa de um termo de abertura do projeto detalhado e claro, de um mapa das tarefas e das suas dependências e de um plano de comunicação sólido. Em última análise, estas boas práticas de gestão do trabalho de projetos existem para eliminar a necessidade de fazer suposições.
Não precisamos de lhe dizer que, quando uma equipa sabe o que precisa de ser feito, por quem, até quando e quem é responsável por isso, tudo funciona sem problemas. Mas podemos dizer-lhe que, com uma ferramenta como o Flowlu, pode gerir tudo isto de forma fácil e eficaz.
Perguntas frequentes
Incluem quatro aspetos diferentes, mas importantes:
- Definir um âmbito claro
- Determinar responsabilidades
- Estabelecer uma única fonte de informação
- Criar uma margem de segurança para imprevistos
Estas dicas de gestão de projetos aplicam-se quer a sua equipa trabalhe totalmente à distância, em regime híbrido ou num único escritório.
As equipas remotas fazem-no através de comunicação assíncrona, mantendo tudo por escrito e acompanhando os resultados em vez do número de horas trabalhadas.
Não existe uma única resposta — depende do público-alvo. Ainda assim, uma reunião semanal da equipa funciona bem para verificar o progresso da carga de trabalho e resolver bloqueios. Para os stakeholders, enviar um relatório a cada uma ou duas semanas costuma ser uma boa cadência.
Existem muitas ferramentas disponíveis, mas vamos mencionar apenas o Flowlu — é uma solução extremamente completa e, ao mesmo tempo, versátil, flexível e adaptável às suas necessidades.
Com o Flowlu, pode gerir facilmente a carga de trabalho e as tarefas, mas também tem acesso a uma base de conhecimento pesquisável, um portal do cliente e faturação — tudo numa única plataforma.



